quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Brasília – “A cidade que se abre para o amanhã”

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A frase de Kubitschek: “Tudo se transforma em Alvorada nesta cidade que se abre para o amanhã” se encaixa bem para Brasília. Uma das cidades mais novas do Brasil, com apenas 51 anos, ela está na construção de sua identidade e se estabelecendo enquanto cidade e lugar.

Fui em Brasília acompanhada de minha mãe, em setembro de 2010. Assim que cheguei, a cidade me pareceu inóspita, não acolhedora e distante. Só quando passei pela Ponte JK e vi o Lago Paranoá senti uma ligação, porque o lago representava uma lembrança musical de minha adolescência: o hit “Eu sou surfista do lago Paranoá” do grupo Natiruts. O lago é normal, mas como remontava uma memória afetiva, eu adorei conhecê-lo.



Como estava em um ano de eleições presidenciais, conhecer o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio da Alvorada tinha uma importância especial.

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Pra quem não sabe esse prédio grande na vertical é em forma da letra "H", que simboliza "Honestidade".



Brasília tem um toque mais que especial, pois é uma verdadeira exposição , ao sol aberto, de monumentos feitos pelo genial Oscar Niemeyer. Por todo canto da cidade a gente vê a cara do arquiteto. Coloco aqui o meu preferido: a Catedral.


A cidade é impressionantemente projetada. Pra quem não sabe, ela foi arquitetada em forma de avião, assim é dividida por asa sul e asa norte, o eixo principal com a cabine e a cauda. As ruas não tem nomes como as nossas, e tudo é encontrado por números, ficando muito mais fácil de não se perder, pois se você está no nº 10 já sabe que passou no nº 9 e tá chegando no nº 11. Apesar de parecer mais prático, é muito confuso pra gente que já está acostumado de outra forma.

Chegamos num clima árido, a cidade toda estava seca e marrom, sem vida e sem cor. A temperatura também era da mesma forma. Seca, sem umidade, sem ventos. Um calor que parecia queimar a sua pele e rasgar a sua boca. No entanto, foi justamente esse clima que fez com que o famoso Paranoá fosse escavado, o que trouxe novos ares e nova beleza para a cidade.




 Além do calor, tudo parecia distante, para andar de um quarteirão ao outro andávamos muito, pois as ruas eram extremamente largas. Parecia ser tudo planejado para carros e não para pessoas. Acho que isso é muito o reflexo de um pensamento da época em que ela foi projetada, porque acreditava-se que o futuro era o automóvel, e que a cidade daquela forma era o supra sumo da modernidade.

Infelizmente, não cheguei a curtir a noite, mas mesmo assim há alguns bairros gastronômicos maravilhosos. Não tenho dúvida que a noite brasiliense deve pulsar, sendo a cidade natal, e amada, pelo imortal Renato Russo, a que sacudiu Cássia Eller e que abriu o espaço pro reggae do Natiruts. Tem um histórico muito musical ali. Além disso, é a cidade dos figurões, todos os políticos estão lá... Tenho certeza que os restaurantes não ficam nem um pouco atrás dos de São Paulo. Acho que volto pra Brasília só pra ver o show de música em volta do Lago Paranoá ou pra ver uma mesa recheada de deputados comendo em algum restaurante francês caríssimo. (acho que essa cena já dá um outro post rs).

Por ter sido sonhada e projetada por Kubitschek tudo na cidade parace reverenciar seu “criador”. Em todos os lugares você se depara com algo do ex-presidente. Pode ser uma foto, uma estátua, uma frase. Mas ele está lá, sempre presente e imortal. Enfim, a visita vale a pena pela arquitetura, pelos museus, pela história e por ser o “panteão político” do país.




Dicas: Em primeiro lugar, procure a melhor época pra viajar, com o melhor clima. Como fui para um congresso, não pude escolher a data e cheguei num dos piores climas. Tudo estava seco e marrom. Com certeza, com tudo verdinho e com um tempo não tão castigante a viagem é bem mais agradável. 

Quanto ao passeio na cidade: nós passeamos com um taxista, que nos levou em alguns pontos bem próximos do hotel e nos cobrou R$ 80. Isso foi no primeiro dia. Como achamos caro, no outro dia resolvemos conhecer tudo a pé e de ônibus, o que nos deu autonomia, mas foi MUITO cansativo. Descobrimos, então, aqueles ônibus turísticos de dois andares, que cobram cerca de R$ 30. Pra quem quer conforto, acho que é a melhor opção.

É isso ai!

Até a próxima!

Bia Brandão


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

“Rio maravilha, nós gostamos de você” - Santa Teresa

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De cores e curvas, essa cidade sinuosa exibe seu gosto, seu calor e todo seu samba. Ah, o Rio... Por mais que o mundo e as descobertas em lugares mil não saiam da minha cabeça, o Rio de Janeiro ocupa o meu coração, pois é uma cidade amada e que pulsa sentimentos arrebatadores.

Ela é, simplesmente, a cidade maravilhosa. Pra mim, sem dúvida, é a mais linda, super vibrante e instigante. É a que oferece tudo: cultura, beleza, riqueza, pobreza, história, dia, noite, sol, luar. Tudo o que a gente procura para uma boa viagem pode ser encontrado no Rio de Janeiro.
Sabendo disso, não é possível falar da cidade maravilhosa em apenas um post, pois cada canto dela guarda muita história e cultura. Então, resolvi fazer especiais do Rio, no qual falarei de cada cantinho dividindo em Centro/ Santa Tereza/ Zona Sul / Zona Norte e Zona Oeste. Assim, tentarei intercalar um post sobre uma viagem com outro post sobre o Rio, mostrando o olhar da carioca morta de saudade quando volta a sua terra.
Começarei, então, falando do meu bairro preferido. O bairro mais bucólico e pitoresco da cidade: Santa Teresa.
Santa Teresa é um dos bairros mais exóticos do Rio. Ao lado do Centro e da Lapa, carrega toda uma essência provinciana, com tradicionalismo, requinte, simplicidade e boemia.
O início do passeio já te faz sentir-se voltando a meados do século XX, pois o bonde amarelinho nada se assemelha aos meios de transporte contemporâneos. Por mais que uma pessoa faça o trajeto de bondinho diariamente, nunca é apenas uma passagem e sim um passeio, uma apreciação visual.



Após passar sob os Arcos da Lapa adentramos a esse esconderijo em meio ao turbilhão que é o centro da cidade. Para mim, a primeira descida deve ser no Largo do Curvelo, o ponto mais próximo do Parque das Ruínas e do Museu da Chácara do Céu. No pequeno caminho que liga o Largo aos museus podemos ficar extasiados com a vista do Rio, avistado bem do alto, lá de cima.

O Parque das Ruínas, além de reservar um espetáculo de visão (pois contamos com um observatório lá no alto), nos deixa admirados com a imponente construção que une o velho e o novo, as pedras e o vidro...


Ao seu lado temos o Museu Chácara do Céu. São três andares de exposição, onde os dois primeiros são de exposição fixa e o terceiro é sempre mudado, trazendo novidades frequentes. Além disso, há lindos jardins, que nos permite uma linda vista de 360º graus sobre a cidade e a baía da Guanabara.


Depois de conhecer os museus, o ideal é continuar o passeio a pé, porque só andar pelo bairro é um turismo, em que nossa emoção é sempre estimulada.


Descendo um pouco, chegamos ao Largo dos Guimarães, onde acontece um “centrinho” de bairro. É lá que tem o pólo gastronômico, da boemia e da cultura, contando com um pequenino cinema de duas salas e ateliês maravilhosos que te deixam com vontade de rasgar o bolso.

O pólo gastronômico apresenta opções para todos os gostos: uma arretada comida nordestina (há vários bares, mas o mais conhecido é o “Bar do Arnaudo”), tem aquela feijoada branca com as famosas linguiças alemãs no restaurante Alemão “Adega do Pimenta”, além de uma boa massa, um delicioso japonês e por aí vai... Cada restaurante possui um toque especial, o toque peculiar de Santa Teresa.

Selecionei alguns lugares que gosto muito, mas na lista para a próxima visita estão: Castelo Valentim, Convento de Santa Tereza, Museu do Bonde e Museu Casa de Benjamin Constant.

Por isso, se você é carioca ou está de passagem, pronto pra aproveitar os passeios, não deixe de reservar um tempão pra conhecer esse bairro que mais parece uma serenata...

Então, até a próxima!
Bia Brandão


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Apresentação

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Esse é um blog que vive as cidades e respira viagens. Aqui quero compartilhar todas as experiências que passo fora da terra natal e sou acolhida em outra cultura. Para inauguração escolhi um texto de um livro, um presente de uma pessoa querida, e que é maravilhoso e inspirador: “1000 lugares para conhecer antes de morrer”, de Patricia Sculz, a autora que transforma qualquer lugar em poesia.
Ai vai o abre alas para o Blog Entre Cidades:
“A vontade de viajar – de abrir nossa mente e ir além daquilo a que estamos habituados – é tão velha quanto a própria humanidade. Era isso o que levava os romanos da Antiguidade a visitar a Acrópole em Atenas e o anfiteatro de Verona. Foi isso o que fez com que Marco Polo embarcasse na crucial jornada rumo ao Oriente e o que motivou Santo Agostinho a escrever: ‘O mundo é um livro, e os que não viajam acabam lendo só uma página.’ Não importa se estamos partindo para umas férias em Londres ou para um lugar extremamente exótico: viajar nos transforma – às vezes de modo superficial, às vezes de maneira profunda. É como uma sala de aula sem paredes”.
“Viajar, escreveu Mark Twain no livro The Innocents Abroad (Os inocentes no exterior), é fatal para preconceitos, para o fanatismo e para as mentes estreitas.”

É isso! Vamos abrir o leque do mundo...
Bia Brandão