quinta-feira, 29 de março de 2012

Nova Zelândia IV: Tongariro Crossing – You need to be strong!

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Sem dúvida, posso começar dizendo que a trilha de Tongariro foi a melhor e a pior experiência da minha vida. Em nenhum momento me arrependo, mas também preciso nascer de novo pra enfrentar tudo aquilo novamente.

Uma das paisagens mais fascinantes que eu pude ver, mas teve que ter sido explorada com muito afinco e persistência.

A longa jornada começa pelas 6h de viagem de Auckland até o National Park. Ao chegar, me parecia uma cidade abandonada de filmes de faroeste, pois não se via uma viva alma na rua. O vilarejo tinha apenas alguns hosteis pra receber os turistas (sedentos por aventura).



No meu conceito de viagem nunca se enquadraram as palavras aventura, caminhada e perigo, mas quem tá na chuva é pra se molhar e aquela experiência seria completamente nova pra mim.

Os primeiros 5 km são pesados, mas bem tranquilos (ainda mais se comparado ao que ainda tem pela frente). Já de início, a paisagem mostra toda a sua singularidade. Começamos pelo famoso vulcão, onde foi filmado o Senhor dos Anéis. Tudo em volta é diferente de tudo que eu já vi e dificilmente encontraria aquela beleza específica no meu país.





A beleza de Tongariro é uma beleza forte e rústica. A união dos montes e montanhas, misturando-se no marrom avermelhado faz com que apenas uma palavra te venha a mente: amazing!!!




A cada quilômetro andado ficávamos numa posição melhor para vislumbrar aquele horizonte, cada vez mais do alto.





No entanto, toda a paisagem oferecida não é de graça mesmo. Fui pensando em fazer 8 horas de caminhada, ou seja: caminhando. Mas não, o Tongariro Crossing é uma prova de resistência. Com grandes subidas e descidas, com pedras, com areia fofa, com passagens escorregadias. E não só o caminho mexe contigo, a temperatura é baixíssima (provavelmente abaixo de zero) e os ventos super fortes. Como fui sem luva, pensei que ia perder os meus dedos em alguns momentos. Em outros, o meu rosto adormecia tamanho era o frio. Essa trilha é, de fato, perigosa! Mas a recompensa vale a pena.



Se não bastasse toda aquela natureza nova, a metade da caminhada nos reserva uma das coisas mais belas que presenciei: os Lakes Emeralds – Lagos de Esmeralda. Três lagos em meio a um deserto que brincam com as cores e mostram um verde peculiar – o verde tongariro.





Mas, esses lagos não estão no fim da caminhada, como na maioria das trilhas, que reservam o melhor para o final, nesse caso, os lagos ficam na metade da trilha. Sendo assim, prepare-se para mais 4h depois vendo essa belezura.




Ao chegar no fim, tenha certeza que você terá a maior de todas as recompensas: você sobreviveu e é um vitorioso!!!



Basta saber se depois dessa eu vou estar preparada para qualquer outra caminhada, pois já peguei uma no último nível, ou se nunca mais vou querer fazer trilha nenhuma na minha vida!

É isso aí.

Até a próxima!

Bia Brandão

quarta-feira, 28 de março de 2012

Nova Zelândia III - South Island Absolutamente admirável

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Quando resolvi vir pra Nova Zelândia, todos que já conheciam o país me diziam: “Ir a NZ e não conhecer a Ilha Sul é a mesma coisa de não ir a NZ”. Depois de viajar para a South Island, compreendi e comprovei essa frase e agora serei mais uma a entrar nesse coro.

A Ilha Sul é o tipo de lugar que te faz entrar em êxtase a cada cinco minutos. Não há lugar que se perca no mundão de beleza. É impossível não se fascinar... eu só conseguia agradecer a Deus pela oportunidade de estar diante de vistas tão magníficas.



Christchurch:
Acho que arriscaria dizer que essa cidade é a “Europa Neo zelandesa”. Passamos apenas algumas horas em Christchurch, mas o suficiente para sentir um clima completamente diferente de tudo que havíamos visto na Ilha Norte. Recheada de jardins coloridos, envolta de um clima frio e de quebra um rio, onde passeia uma gôndola que nos remete a Veneza imediatamente. Na contramão do espírito aventureiro do país, diria que Christchurch é a terra dos apaixonados. Infelizmente, há pouco tempo a cidade sofreu um terremoto que derrubou muitos dos seus maiores pontos turísticos. Tudo está se reconstruindo, mas, como ainda há riscos de novos tremores, a cidade está vazia, com estabelecimentos fechados e poucas pessoas na rua. No entanto, nem isso retira a sua beleza.





Franz Joseph Glacier
Franz Joseph me pareceu uma “cidade de boneca”. Tudo tão pequeno, tão pertinho, tudo tão delicado e bem cuidado como uma casinha de boneca. Não tem como não admirar os bares que se destacam e os caminhos bem cuidados que aquele vilarejo (se posso dizer assim) nos oferece. Mas o melhor de Franz Joseph é mesmo a grande geleira. Uma geleira completamente diferenciada, pois fica depois de uma mata e que cresce em meio as pedras. É, realmente, impressionante!!!!







Queenstown
A capital dos esportes radicais do mundo carrega um ar muito provinciano e como Christchurch, um clima de total romance. A cidade consegue, sim, unir o que existe de melhor: belezas naturais extraordinárias, os melhores esportes radicais por metro quadrado, além de um visual romântico em cada cantinho que vc olha. Pra mim, aquele lugar é o sinônimo da perfeição!!!
A frase que eu mais repeti durante o tempo que estive por lá é a mais pura verdade:
“Parece que estou num filme”. - Aquilo tudo não parece real.
Outra curiosidade é a quantidade de brasileiros na cidade. A presença de brasileiros em Queenstown é proporcional a dos asiáticos em Auckland. É impressionante. A gente nem precisa falar inglês naquele lugar. Em QUALQUER estabelecimento que chegamos somos atendidos por, pelo menos, um brasileiro. A Nova Zelândia, a cada lugar que vc chega, mostra a face cosmopolita e Queenstown é outra prova dessa realidade.





Milford Sounds
Esse é um dos destinos mais famosos, mas vou logo avisando: Vc precisa estar com sorte! Pra começar me venderam um pacote de passeio “Full Day”. Já me animei pensando em ser um dia inteiro de passeio no mar. Mas o passeio é “Full Day” porque vc gasta 12h em média dentro do ônibus, 6h na ida e 6h na volta. No passeio mesmo você passa 2h ou um pouquinho mais.
Ai entra a parte da sorte. A paisagem é surpreendente e muito diferente do que já vimos, no entanto, o tempo é instável. Fomos num dia cinzento e de MUITA chuva. Deu para ver o quanto lá é lindo, mas a chuva acaba nos espantando um pouquinho. Aquele lugar apresenta uma beleza muito diferenciada com aquelas rochas e as cachoeiras que delas caem. É um espetáculo, mas torça pra fazer sol!




Ai fica uma das paisagens de estrada para me despedir dessa Ilha Sul mais que maravilhosa:



É isso ai!

Até a próxima!

Bia Brandão


sábado, 17 de março de 2012

Nova Zelândia II - Bay of Islands e Cape Reinga – O paraíso nada esquecido

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Depois de ter passado pelo Oceano Atlântico e o mar do Caribe, a sensação de estar diante do grande Oceano Pacífico foi completamente fascinante. Se já não bastasse a alegria de conhecer mais um oceano no mundo, o passeio de Bay e Cape te leva ao topo da Nova Zelândia simplesmente para comprovar nada mais nada menos que o encontro do Oceano Pacítico com o Mar da Tasmânia.
Lá no topo, onde acaba a terra na NZ fica Cape Renga

União do Oceano com o mar
A Ilha Norte da NZ reserva muitas surpresas boas. Uma delas é o que você pode encontrar depois de 6h de carro para chegar literalmente ao topo do país: em Cape Reinga. A viagem começa por Bay of Islands. Lá, acho que é obrigatório um passeio de barco full day. Pegamos um barco com parada para almoço numa ilha que te faz sentir num filme, com direito a ver os golfinhos nadando.








Eu resolvi começar pelo alto. Antes do passeio de  barco, fiz o ParaSailling. É aquele estilo para quedas carregado por um barco. Lá de cima, temos uma visão panorâmica do mar azul, sentindo o vento no rosto. Nada nada radical, só te faz relaxar e curtir a natureza, realmente, por outro ângulo.



Depois de 12 min quase em outra órbita, é hora de entrar no barco. O tour inteiro é impressionante, porque as vistas não param, é união de mar e rocha, além das diversas mudanças de tons de azul. Num único mar, vemos um degrade de blue. Pra mim, que sou louca por paisagem, por praia e pelas cores do mar, aquilo foi um presente divino.





No outro dia seguimos para Cape Reinga. Com certeza, outro presente divino. Lá, estamos  no último pedaço de terra e sabemos que pra cima é somente água. Juntamos essa sensação a uma vista paradisíaca e ainda a visão dos mares se encontrando. Eu acho que esses lugares mexem com nossos sentimentos de tal forma a aflorar nossos sentimentos bons, porque frente aquele mundão de lindeza, ficamos num mix de sensações de gratidão, felicidade e euforia. 



Então, se estiver na Nova Zelândia, não deixe de subir ao topo e conhecer esses dois paraísos, que, graças a Deus, não são nada esquecidos.

É isso ai.

Até a próxima!

Bia Brandão