quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Nova Zelândia I - Welcome to Auckland!!!

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A expectativa da chegada num país do outro lado do mundo é incomparável. Durante as longas horas de vôo eu pensava: “Meu Deus, pra que eu fui inventar essa viagem?? Que que eu tô fazendo indo pro outro lado do mundo??” Mas foi só chegar em Auckland e sentir o clima da maior metrópole Neo Zelandesa pra pensar que valeu a pena as dezoito e intermináveis horas de vôo.

Na minha primeira saída me deparei com o  grande símbolo da cidade: a Sky Tower. Ela é um verdadeiro Welcome em forma de torre. Com certeza, a Sky Tower simboliza o grande “Boas Vindas” a todos que chegam.



Vim esperando encontrar as verdadeiras belezas somente nas cidades menores e esperava de Auckland uma metrópole sem tanta expressão e personalidade. Mas tive uma grata surpresa: Auckland se mostrou, simplesmente, diferente de tudo que eu já vi. A cidade não me lembra big metrópoles, como São Paulo ou Nova York, não tem ar europeu como Buenos Aires, nem é balneária como o Rio de Janeiro.  Ela carrega um status próprio, acho que o ar peculiar da Oceania.

Auckland fez, realmente, eu me sentir em outro continente.

Uma das primeiras coisas que me chamou a atenção aqui foi o encontro do céu com o mar. Nessa cidade, parece que o céu está mais perto de nós e que ele é apenas uma continuidade do espaço que estamos.





Me sinto englobada, pois é como se céu e cidade dessem as mãos, formando um círculo imaginário, que te dá a impressão de estar sendo abraçado.



Mas as diferenças não param por ai. Mais que isso, elas migram do plano simbólico para o material todo tempo.
A começar por um tema mais que importante pra mim: o trânsito. Acho que por esse tópico Auckland já mostra para o que veio e comprova que é parte de um país de primeiro mundo. A sua extrema organização nos presenteia com ruas sem tráfego intenso, ônibus com horários certos e pontuais e estradas bem sinalizadas... Eu nunca tinha visto um horário de rush tão tranquilo e silencioso em toda a minha vida.

Não satisfeita em oferecer um transporte confiável, a cidade conta com pessoas disponíveis para qualquer tipo de ajuda. Esses dias, achei que estava perto de casa e resolvi voltar a pé. Para o meu engano, eu estava muito longe. Se não bastasse estar longe, eu me vi perdida. Fui pedir ajuda a um senhor, só que ele não conhecia a minha rua. Ai, procurou no google maps pelo Iphone dele e me explicou como chegava. Mas acho que ele sacou que eu continuava perdida ao ver o mapa.  Então, ele fez questão de ir comigo até a minha rua com medo que eu me perdesse. Me acompanhou, e olha que foi um suuuuper caminho cansativo. Esse é só um dos exemplos de gentilezas que eu encontro aqui.

Além disso, pude perceber que eles cultivam hábitos super saudáveis, pois vejo que sempre andam com frutas e garrafinhas de água. TODOS andam com suas garrafinhas, é super normal. Na praia de Mission Bay vemos sempre as famílias fazendo piquenique. Essa praia é um lugar propício para um piquenique, pois é muito interessante, ela não tem areia e sim grama. É mar e grama, um desenho, realmente, curioso. Em Mission Bay, além da cena de filme daquelas famílias fazendo seus piquenique, vi uma outra coisa que acho que nunca tinha visto: as crianças tomando banho no chafariz, como se fosse uma piscina. Achei aquela cena fantástica!!!

No entanto, me pareceu que essa cidade foi feita mais para os outsiders do que para os próprios nativos. Acho que ela abraça muito bem os que são de fora, porque nas ruas vemos muito mais estrangeiros do que kiwis (nascidos na Nova Zelândia). No centro da cidade o que mais vemos é asiático, árabe e indiano. E todos esses fixando morada, abrindo estabelecimentos, trabalhando em muitas funções prestadoras de serviços, como motorista de ônibus, taxista, etc. E a quantidade de restaurantes com comida japonesa? Nossa, eu acho que nunca comi tanto sushi na minha vida... Em todos os lugares que você vá, qualquer restaurante ou supermercado tenha certeza que a chance de um kiwi de verdade te atender é uma em dez. Essa cidade é feita pelos outros e, talvez, para os outros também. Porque, além das pessoas que fixam morada e decidem vir de vez pra NZ, nos deparamos o tempo todo com mochileiros nas calçadas. Algumas vezes, quando caminho na Queen Street (é como se fosse a Avenida Paulista da NZ) me deparo com três ou quatro grupos de mochileiros, isso num raio de 600 metros. Todos querem um pedacinho dessa cidade cosmopolita. Ao jeito dela, mas sim, é cosmopolita.

Outro fato importante a se destacar na cidade é o tempo. Quem conhece Curitiba sabe o que é ter que sair preparado para as quatro estações num único dia. Mas deixo um recado aos conhecedores de Curitiba: Auckland é muito pior!!! Muito mesmo. Antes de sair, vc deve colocar um quit de capa de chuva e biquini na bolsa, a temperatura  aqui muda em 10 minutos. Minha mala veio preparada para o verão e tem que se virar todos os dias para um inverno, uma primavera e um outono...tudo ao mesmo tempo, agora!

A cidade realmente funciona, mas, infelizmente, você paga um alto preço (literalmente) pra isso. Tudo é caro e para fazer qualquer coisa você paga. Um exemplo é a própria passagem. Tudo bem que temos um serviço excelente, mas para um trajeto de 30 minutos, você deve pagar o equivalente a 6 reais. Fora a entrada de muitos estabelecimentos, que só para entrar você deve pagar cerca de 30 ou 50 reais (fazendo uma conversão por cima). Esses são os contras de se viver numa cidade tão centrada e organizada. Não existe almoço grátis, muito menos na Nova Zelândia.

Por isso, quem decide comprar a passagem para essa bela ilha do Pacífico deve rever seu conceito de viagem. Se você espera gastar e fazer as melhores compras, encontrar coisas bem mais em conta que o Brasil, troque logo o seu vôo para os EUA. Se quer ver metrópole que não pára e fica acordada a noite toda, vá para Nova York ou Bangkok. Só confirme a sua passagem se você realmente amar natureza, praias, montanhas, diversidade e desafios!!!!

E não se engane com Auckland, porque até  a grande metrópole do país não larga um pequeno ar provinciano e mostra a relação com a natureza todo o tempo.

Atrações imperdíveis em Auckland:

1)      Sky Tower 

A Sky Tower é a prova da relação, que eu citei, sobre cidade e natureza. Bem lá de cima, podemos enxergar o mundão de água que é Auckland. É uma grande cidade que abraça o mar, onde terra e mar se confundem.




2)      Auckland Museum e Winter Garden

Acho que o maior museu que já visitei. O museu de Auckland nos apresenta toda a história da Nova Zelândia, vai dos maoris, passando pela colonização e independência, de uma forma incrível. Sem dúvida, é IMPERDÍVEL!!!!  Infelizmente, eu não vi a apresentação dos Maoris, mas quem for no museu, acho que essa atração é obrigatória.



Depois do passeio no museu o ideal é dar uma relaxada no Winter Garden. Um jardim de inverno inspirador, bem cuidado e com lindas flores. Se você for com pessoas que gostam de história, com certeza saíram inspirados para um papo em torno do Jardim.


3)      Jogo de Rugby

Quem tiver a oportunidade de assistir um jogo de Rugby, não hesite. É como ir no Rio e assistir um clássico no Maracanã. Apesar de não entender nada do jogo, consegui sentir a vibração e torcer como torcedora messmooo.




4)      Auckland Zôo

Foi o maior zoológico e o mais lindo que eu já fui. Ele é grande, diferente e tem uma decoração inovadora. Além disso, tem as atrações especiais: o kiwi e o canguruuuu. Só por esses dois já vale a pena o passeio.




5)      Aquário

O Aquário de Auckland te faz sentir, de fato, no fundo do mar. Imagina juntar tudo ao mesmo tempo: peixes das mais variadas espécies, raias, tubarões, cavalos marinhos, lagostas e ... PINGUINS!!!!! Os pinguins, sem dúvida, são a atração especial desse passeio. Não perca a visita no aquário, pois é fascinante. Como o aquário fica na praia de Mission Bay, uma boa pedida é um passeio pela praia, com direito a um dos melhores sorvetes do mundo (pelo menos um dos melhores que já provei).







É impressionante como um país tão pequeno possa guardar imensas belezas. Sem medo, arriscaria dizer que a palavra certa para esse país é imensurável...

É isso ai

Até a próxima!

Bia Brandão

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

"Rio maravilha, nós gostamos de você" – Centro da Cidade (Igrejas)

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O lugar da coroa, a capital do país, o campo onde a República se deu... O Rio de Janeiro não só presenciou as principais transformações nacionais, como foi o principal palco para todos os maiores acontecimentos. Dentro da cidade, todas as áreas viveram à flor da pele as modificações, mas o centro recebeu tudo com mais intensidade. Ao passear pelo centro é possível ver e sentir uma infinidade de marcos políticos, históricos, culturais e, é claro, marcos de fé.

Por isso, para iniciar o tour pelo centro do Rio decidi falar das igrejas que lá se encontram. Há centenas de igrejas espalhadas, mas selecionei as que, pra mim, são as três mais lindas, que não podem faltar num passeio pelo Rio.

Acho que a mais famosa, a maior e mais suntuosa é a Candelária. Situada num lugar estratégico, ela fica bem no final da Presidente Vargas e pode ser vista de vários pontos da cidade, inclusive quando passamos de carro pela Perimetral. É, sem dúvida, uma das principais referências de Igreja Católica do Rio. Quando se pensa em igreja, é natural que o primeiro pensamento se remeta a ela.




Pertinho dali, a gente tem uma outra igreja católica, que parece um canto esculpido pelos anjos. Pra mim, o pequeno Mosteiro de São Bento é um dos maiores redutos da fé que temos na cidade. Quem quer, além de admirar a linda arquitetura toda feita em ouro, apreciar o ensaio dos monges com o canto gregoriano, deve aparecer às 17h na igreja. É realmente inexplicável a paz que aqueles cantos podem te passar.



Um pouco mais distante, perto da Lapa e da Cinelândia, encontramos a Catedral Metropolitana, talvez a igreja mais moderna da cidade. Com estilo bem diferente da Candelária ou do Mosteiro, a Catedral é reta, vertical e sua beleza se expressa de forma mais simples, sem tantos detalhes. É uma igreja mais sóbria, mas sem perder o charme (o charme do diferente e do moderno). O seu interior demonstra esse toque jovial e belo com os vitrais coloridos (e altíssimos!)



Bom, depois de visitar algumas das belíssimas igrejas, acho que o segundo passo é tirar um dia pra ver todos os museus do centro da cidade, o que ficará por conta do próximo post.

É isso aí!

Até a próxima!

Bia Brandão